Olá, bom dia!
Creio que teremos muitas indicações aqui ainda planilhas e ferramentas. Então, antes disso vamos dar um passo atrás.
O mais importante é entender que não existe uma ferramenta que substitua a análise técnica e que irá trazer um resultado preciso para todos os clientes sem ser adaptada. O que você precisa é de um modelo que te permita simular cenários com base na realidade do cliente. Então, antes de pensar na ferramenta em si, o foco deve ser na estrutura das informações.
Você precisa trabalhar com alguns dados essenciais: faturamento (de preferência segregado por tipo de atividade), folha de pagamento, custos, despesas operacionais e tipo de operação (serviço, comércio ou indústria). Sem isso, qualquer simulação perde precisão.
A partir daí, o ideal é montar uma base que permita comparar os três regimes. No Simples, você vai considerar anexos e fator R. No Lucro Presumido, vai projetar IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS ou ICMS conforme a atividade. Já no Lucro Real, a análise depende diretamente do resultado contábil, então custos e despesas passam a ter um peso maior.
Outro ponto importante é não olhar apenas o valor do imposto. Planejamento tributário envolve também fluxo de caixa, aproveitamento de créditos, obrigações acessórias e complexidade operacional. Às vezes um regime pode ter uma carga um pouco maior, mas ainda assim ser mais vantajoso pela simplicidade ou menor risco.
Então, mais do que buscar uma ferramenta específica, o ideal é estruturar um modelo de análise que te permita testar cenários e entender o impacto de cada regime. Claro que é importante cuidar para que tudo isso seja adaptado a empresa em questão que está fazendo a análise para que não seja algo genérico.