Olá Keila, boa tarde.
A melhor forma de orientar sem se comprometer é focar na transição gradual. O segredo não é decorar as alíquotas (que ainda não são fixas), mas explicar o cronograma.
1. Estabeleça a Linha do Tempo (Acalme o cliente)
Muitos empresários acham que o imposto vai mudar mês que vem. Deixe claro que:
2024 e 2025: Nada muda no bolso. É o período de votação das leis complementares.
2026: Começa a fase de teste. Teremos uma alíquota de apenas 1% (0,1% de IBS e 0,9% de CBS) que será compensada nos impostos atuais.
2027 em diante: O PIS e a COFINS deixam de existir, sendo substituídos pela CBS.
2033: É quando o modelo antigo morre totalmente e o novo (IBS/CBS) assume 100%.
2. Foque nos Conceitos-Chave (O que é certo)
Em vez de falar de valores, fale de regras de jogo que já estão confirmadas:
Não-Cumulatividade Plena: Explique que o cliente poderá aproveitar créditos de praticamente tudo o que contratar para a empresa, o que hoje é muito restrito no PIS/COFINS.
Destino, não Origem: O imposto será devido onde o serviço é consumido, não onde a empresa está sediada. Isso impacta muito o planejamento de ISS/ICMS.
Fim da Guerra Fiscal: Os benefícios estaduais de ICMS vão acabar gradualmente.
3. Use "Cláusulas de Barreira" na sua fala
Para não passar informação errada, use frases que mostrem que você está acompanhando, mas que o governo ainda não definiu tudo:
"O texto base prevê uma alíquota padrão em torno de 26% a 27%, mas isso depende da regulamentação que está sendo votada agora. Assim que o Senado bater o martelo, faremos uma simulação para o seu caso específico."
Crie um "Informativo de Acompanhamento" mensal simples para seus clientes. Isso mostra que você é uma contadora consultiva e proativa, mas protege sua imagem porque o documento deixa claro que as informações são baseadas no "projeto de lei atual".
Espero ter ajudado.