CASO DE ATIVO IMOBILIZADO E ACONSELHAMENTO PROFISSIONAL

    AP
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    🌱 10 pts

    Olá, comunidade!

    Espero que estejam bem.

    Sou iniciante no setor contábil e gostaria de dicas dos veteranos, principalmente no que se refere a buscar fundamentações nas normas para fazer a contabilização do fatos. Muitas vezes fico perdida nas contas corretas a serem utilizadas.

    Vou compartilhar um caso com vocês, se puderem me aconselhar:

    Estou realizando os lançamentos de uma holding e foi feita a aquisição de um imovél em 2021 que eu contabilizei debitando edifícios e creditando fornecedor, já no ano de 2022 começaram a reformar esse imóvel, compraram telhas, mármores, contrataram empreiteiros, fizeram impermebialização... E são esses lançamentos que me geram dúvida: eles são ativados na conta edifícios? Como o imovél está sendo reformado é mantido a depreciação?

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    Respostas da Comunidade (1)

    Márcio Augusto Borges
    5.461 pts

    Olá Ana Beatriz. Bom dia.
    Em Holdings o patrimônio imobiliário precisa refletir fielmente a realidade econômica para evitar problemas fiscais e distorções no balanço.

    Para responder às suas duas perguntas, devemos recorrer às diretrizes do CPC 27 (Ativo Imobilizado) e da legislação fiscal brasileira.

    1. Os gastos da reforma devem ser ativados na conta Edifícios?

    Depende da natureza do gasto. O CPC 27 determina que os gastos posteriores à aquisição de um bem só devem ser incorporados ao valor do ativo (capitalizados/ativados) se eles aumentarem a vida útil econômica do imóvel, modificarem sua estrutura estrutural para melhor ou aumentarem sua capacidade de geração de benefícios econômicos futuros (como permitir um aluguel mais caro ou mudar o uso do imóvel).

    Dividindo os exemplos que você citou:

    • Gastos que devem ser ATIVADOS (Imobilizado em Andamento):

      • Exemplos: Compra de mármores, contratação de empreiteiros para modificação estrutural, grandes obras de impermeabilização que resolvem problemas estruturais crônicos.

      • Por que? Esses gastos são considerados benfeitorias substanciais ou reconstruções que agregam valor permanente ao imóvel.

      • Como lançar em 2022: Durante o período da obra, você não joga direto na conta "Edifícios". Você deve debitar uma conta de controle chamada "Obras em Andamento" (no Ativo Não Circulante / Imobilizado) e creditar Fornecedores/Caixa. Quando a reforma terminar, você transfere o saldo total acumulado de "Obras em Andamento" para a conta definitiva de "Edifícios".

    • Gastos que devem ser lançados como DESPESA (Resultado do Período):

      • Exemplos: Troca de algumas telhas quebradas (manutenção comum), pequenas pinturas, reparos cotidianos.

      • Por que? Se o gasto serviu apenas para manter o imóvel em condições normais de uso, sem estender a vida útil original ou mudar a estrutura, trata-se de manutenção e conservação.

      • Como lançar: Debita "Despesas com Manutenção de Bens" (Resultado) e credita Caixa/Fornecedores.

    2. Como o imóvel está sendo reformado, a depreciação é mantida?

    Regra Geral: De acordo com o item 55 do CPC 27, a depreciação de um ativo inicia-se quando ele está disponível para uso e não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso regular, a menos que o ativo esteja totalmente depreciado ou seja classificado como mantido para venda. Portanto, o fato de estar em reforma, por si só, não interrompe a depreciação do valor que já estava contabilizado.

    A Exceção Prática (Paralisação Temporária): Se a reforma for de tal magnitude que o imóvel foi completamente esvaziado, teve sua estrutura original desconfigurada para renascer como um "novo prédio", e a diretoria da Holding formalizou que o bem está temporariamente "fora de operação/indisponível", a depreciação da parte que está sofrendo a intervenção pode ser suspensa se for adotado o método de depreciação por unidades produzidas/horas de uso (o que é raro para imóveis). Se usarem o método linear (cotas diárias/mensais), a depreciação continua correndo normalmente no resultado.

    Atenção sobre a parte nova (Os gastos ativados): Os valores que você está acumulando na conta "Obras em Andamento" (mármores, empreiteiros, etc.) não sofrem depreciação enquanto a obra durar. Eles só começarão a ser depreciados a partir do momento em que a reforma for concluída, a obra for transferida para a conta "Edifícios" e o imóvel estiver pronto para o seu novo uso (seja para uso próprio da holding ou para locação).

    Resumo dos Lançamentos na Reforma (2022)

    1. Pela compra de materiais nobres e pagamento de empreiteiros (Estrutural):

      • D - Obras em Andamento (Ativo Imobilizado)

      • C - Fornecedores / Caixa

    2. Pela manutenção rotineira (Troca de telhas pontuais):

      • D - Despesas com Conservação de Imóveis (Resultado)

      • C - Caixa / Fornecedores

    3. Pela depreciação mensal do prédio antigo (que já vinha rodando):

      • D - Despesa de Depreciação (Resultado)

      • C - Depreciação Acumulada de Edifícios (Ativo Redutora)

    4. Ao término da reforma (Futuro):

      • D - Edifícios (Ativo Imobilizado)

      • C - Obras em Andamento (Ativo Imobilizado)

    Espero ter ajudado.

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