Olá Keila, boa tarde.
Não se sinta mal por isso. Até grandes contadores confessam que, no início, o "clique" demora um pouco a acontecer. O problema é que o nome "Débito" e "Crédito" no mundo contábil é o oposto do que usamos no extrato bancário, e isso dá um nó no cérebro.
Para você nunca mais esquecer e parar de decorar, use o Raciocínio da Origem e Aplicação:
1. A Regra de Ouro (Esqueça o Banco!)
No banco, "crédito" é dinheiro entrando. Na contabilidade, pense assim:
DÉBITO = DESTINO (Onde o dinheiro/recurso foi parar?)
CRÉDITO = ORIGEM (De onde o dinheiro/recurso saiu?)
Toda vez que você for fazer um lançamento, faça a pergunta: "De onde veio e para onde foi?"
2. O Fluxo do Dinheiro
Imagine que você comprou um computador à vista por R$ 5.000:
De onde saiu o dinheiro? Do Caixa/Banco. (Origem = Crédito)
Para onde foi o valor? Para o Ativo Imobilizado/Equipamentos. (Destino = Débito)
Lançamento: > D - Computadores (Ativo)
C - Banco (Ativo)
3. A Lógica dos Grupos (O "Macete" da Natureza)
Se você entender a Natureza das contas, o raciocínio fica automático:
ATIVO e DESPESAS (Natureza Devedora): Eles "querem" recursos. Se você coloca mais dinheiro lá, você Debita. Se tira, você Credita.
PASSIVO, PATRIMÔNIO LÍQUIDO e RECEITA (Natureza Credora): Eles são os "donos" ou as fontes do recurso. Se a dívida aumenta ou você ganha uma receita (origem), você Credita.
4. Um exemplo que confunde muita gente: A Receita
Por que creditamos a Receita se o dinheiro "entrou"?
Pense na Origem: Qual a origem do aumento do seu patrimônio? Foi uma Venda (Receita). Logo, a Receita é o Crédito.
E qual o Destino desse valor? O seu Caixa ou o seu Cliente a Receber. Logo, eles são o Débito.
5. Dica Prática de Visualização
Imagine que o Débito é uma esponja (absorve o valor) e o Crédito é a torneira (libera o valor).
Abriu a torneira do Banco (C) para molhar a esponja da Despesa de Aluguel (D).
Abriu a torneira da Receita (C) para molhar a esponja do Banco (D).
Espero ter ajudado.