A Reforma Tributária vai diminuir os impostos?

    CG
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    📘 244 pts

    Pessoal, uma dúvida bem direta: com a Reforma Tributária, os impostos vão realmente diminuir ou a ideia é mais simplificar do que reduzir a carga tributária?

    Vejo muita gente falando coisas diferentes e fico na dúvida se, na prática, as empresas e consumidores vão pagar menos ou se só vai mudar a forma de cobrança.

    Alguém consegue explicar isso de forma simples?

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    Respostas da Comunidade (2)

    Márcio Augusto Borges
    3.417 pts

    Olá Camila, boa noite.
    Essa é a pergunta de "um milhão de reais" que todos os nossos clientes estão fazendo agora em 2026. A resposta curta e direta é: a prioridade é a simplificação e a neutralidade, não a redução da carga tributária total.

    O governo desenhou a reforma para que o Estado continue arrecadando a mesma porcentagem do PIB (em torno de 12,3% apenas para esses tributos de consumo). No entanto, o impacto no bolso vai depender muito de quem está pagando.

    Para entender melhor, imagine que a carga tributária é uma manta: ela não vai crescer, mas vai ser "puxada" de um lado para o outro.

    1. Para as Empresas: Menos Custo de "Papel", Mas Nem Sempre Menos Imposto
    A grande vitória para nós, contadores, e para os empresários é a redução do Custo de Conformidade (o tempo e dinheiro gastos apenas para calcular e pagar impostos).

    Onde diminui: No setor industrial. Como a indústria tem muitos insumos, ela vai conseguir se creditar de absolutamente tudo o que compra (crédito financeiro pleno). Isso elimina o "imposto sobre imposto" (cumulatividade).

    Onde pode aumentar: No setor de serviços. Muitas empresas de serviços têm poucos insumos "físicos" para gerar crédito, mas suas alíquotas (hoje em torno de 5% de ISS + 3,65% de PIS/Cofins no Presumido) podem saltar para a alíquota padrão próxima de 26,5%.

    2. Para o Consumidor: Preços Mais Transparentes
    Hoje, o imposto está "escondido" no preço. Com a reforma e o cálculo "por fora":

    Cesta Básica: Deve haver redução ou isenção total (Alíquota Zero) para itens essenciais, o que ajuda o consumidor de baixa renda.

    Produtos de Luxo e "Pecados": Com o novo Imposto Seletivo (o "imposto do pecado"), itens como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poluentes devem ficar mais caros.

    Transparência: Você verá exatamente quanto de IBS e CBS está pagando em cada nota fiscal, sem as distorções do cálculo por dentro.

    3. A "Trava" de 2026 e 2031
    Para garantir que não haja um aumento descontrolado, a legislação de 2025/2026 estabeleceu mecanismos de ajuste:

    Ano de Teste (2026): Estamos operando com apenas 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS) para calibrar o sistema.

    A Trava de 26,5%: Existe um compromisso de que, se em 2031 a alíquota de referência ultrapassar este teto, o governo precisará propor medidas para reduzir benefícios e baixar a taxa.
    Em suma: Não espere pagar menos impostos no total do país, mas espere um sistema mais justo (quem consome mais luxo paga mais) e muito mais simples de gerir no dia a dia da sua empresa.
    Espero ter ajudado.

    J
    📘
    📘 368 pts

    Boa noite. O principal objetivo é a simplificação, com aplicação da alíquota no destino, o que caso do ICMS será um grande avanço, espera-se mais transparência. Outra grande inovação é o split payment, a ver como irá funcionar.

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