Cliente do Simples na Reforma

    KA
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    📘 474 pts

    Tenho clientes no Simples Nacional e estou preocupado com a reforma…
    Vale a pena continuar no Simples ou pode acontecer de outros regimes ficarem mais vantajosos?

    3 respostas42 visualizações

    Respostas da Comunidade (3)

    Márcio Augusto Borges
    2.264 pts

    Olá Keila, boa tarde.
    A sua preocupação é legítima e reflete o momento de transição que vivemos agora em 2026. Com a LC 214/2025 e o início da fase de testes da Reforma Tributária, o cenário mudou: o Simples Nacional continua existindo, mas deixou de ser uma "ilha isolada" onde tudo é sempre mais vantajoso.

    Para decidir se vale a pena continuar, você precisa analisar o perfil de crédito e o público-alvo (B2B ou B2C) de cada cliente.

    O "X" da Questão: O Regime Híbrido
    A maior novidade é que agora as empresas do Simples podem escolher duas formas de recolher o IBS e a CBS:

    Dentro do DAS (Recolhimento Unificado):

    Como funciona: A empresa paga tudo em uma única guia, como sempre foi.

    O problema: Ela só transfere para o cliente um crédito "reduzido" (equivalente ao que ela efetivamente paga de IBS/CBS dentro do Simples).

    Impacto: Se o cliente for uma empresa grande (Lucro Real ou Presumido), ela terá menos crédito para abater, o que torna o seu cliente do Simples "mais caro" e menos competitivo no mercado B2B.

    Fora do DAS (Regime Híbrido):

    Como funciona: A empresa paga IRPJ, CSLL e CPP pelo Simples, mas recolhe o IBS e a CBS pelo regime regular (débito e crédito).

    Vantagem: Permite transferir crédito integral para os clientes e também se creditar das compras de insumos.

    Desvantagem: Aumenta a complexidade contábil e pode elevar a carga tributária se a empresa tiver poucos insumos (como prestadores de serviços de mão de obra).
    O que fazer agora?
    Como estamos no período de alíquotas de teste (0,1% para IBS e 0,9% para CBS), o impacto no caixa ainda é pequeno, mas o impacto nos sistemas e na estratégia é imediato.

    Simulação de Créditos: Calcule quanto de crédito o seu cliente perde ao vender para uma empresa do Lucro Real estando no Simples unificado.

    Análise de Margem: Verifique se a migração para o Lucro Presumido (com CBS/IBS não cumulativo) não traz uma economia real em comparação ao Anexo IV ou V do Simples.

    Atenção ao Cronograma: Lembre-se que em 2027 a transição se intensifica com a extinção total do PIS/Cofins e a elevação das alíquotas da CBS.

    O Simples Nacional não morreu, mas ele se tornou uma escolha estratégica e não mais automática. O planejamento tributário "caso a caso" nunca foi tão necessário para nós.
    Espero ter ajudado

    Jorge Henrique Pereira
    📘
    📘 240 pts

    A preocupação com a Reforma Tributária é pertinente, mas a boa notícia é que o Simples Nacional não vai acabar. A Lei Complementar nº 214/2025 garantiu a manutenção do tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas.
    No entanto, continuar no Simples Nacional automaticamente pode deixar de ser vantajoso para muitos negócios a partir de 2026/2027, especialmente para quem vende para outras empresas (B2B).
    Conclusão: O Simples Nacional continuará vantajoso para empresas B2C, mas para B2B, o modelo híbrido (permitir crédito de IBS/CBS) tende a ser necessário. Faça simulações para cada cliente a partir de 2026

    TC
    🌱
    🌱 20 pts

    Nesse caso para as empresas do simples (anexo I) seria mais vantagem migrar para o Regime
    Hibrido, já que se creditariam com as notas de compra?

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