Retirada de Pró-labore

    CV
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    Pessoal, pode parecer uma dúvida simples, mas gostaria de entender melhor com base técnica e também na experiência prática de vocês.

    Sabemos que, em regra, o sócio administrador deve realizar retirada de pró-labore, mas até que ponto essa obrigatoriedade é absoluta?

    Pergunto porque, em uma experiência anterior, atendi um cliente advogado que defendia que não havia obrigatoriedade. Na época, ele apresentou fundamentos legais para sustentar esse entendimento. Sabemos que nosso papel é orientar, mas a decisão final acaba sendo do cliente.

    Agora, trazendo para um cenário prático: imagine uma empresa em início de atividade, com baixo capital social e faturamento ainda insuficiente — muitas vezes mal cobrindo custos operacionais, sistemas e tributos. Nessa situação, não há disponibilidade financeira para uma retirada mínima de pró-labore.

    Como vocês procedem nesses casos?
    De fato, existe obrigatoriedade de retirada e recolhimento de INSS mesmo sem capacidade financeira?

    Sei que, em tese, poderia ser utilizada parte do capital social para esse fim, mas a dúvida é justamente quando o capital é reduzido ou ainda não foi totalmente integralizado.

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    Respostas da Comunidade (2)

    TO
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    Olá Cleyson, tudo bem?

    Do ponto de vista técnico, não existe na legislação uma obrigação expressa dizendo que o sócio é obrigado a retirar pró-labore. O que a norma previdenciária estabelece é que o sócio que exerce atividade na empresa é segurado obrigatório como contribuinte individual. Ou seja, se houver remuneração pelo trabalho, deve haver contribuição ao INSS.

    O problema surge justamente na interpretação: se o sócio trabalha e a empresa tem alguma atividade, o Fisco pode entender que deveria existir uma remuneração, mesmo que ela não tenha sido formalizada. Nesse caso, pode ocorrer o arbitramento de pró-labore e cobrança de INSS, multa e juros.

    Agora, trazendo para o cenário que você mencionou (empresa em início, sem caixa, faturamento baixo), na prática muitos profissionais adotam uma linha mais equilibrada: é possível não retirar pró-labore temporariamente, desde que isso faça sentido econômico e esteja coerente com a realidade da empresa. O ponto mais importante é evitar inconsistências, por exemplo, não ter pró-labore e ao mesmo tempo distribuir lucros. Isso sim costuma gerar problema.

    Espero ter ajudado.

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