Olá, Tainá! Tudo bem?
Primeiro, parabéns pela coragem de sair da CLT e estruturar seu próprio negócio. Essa fase exige muita maturidade e planejamento mesmo.
Vou te dar minha opinião de forma bem transparente: essa decisão deve ser muito estratégica e idealmente deveria ser tomada com base em um planejamento tributário. Uma vez, que cada realidade é única.
Mas, olhando apenas para o faturamento atual, particularmente, não vejo tanta vantagem em abrir o CNPJ agora. Com esse nível de receita, os custos fixos da PJ podem pesar no seu caixa neste início.
Lembrando que, ao abrir o CNPJ, além da anuidade do CRC como pessoa física, você também passa a ter a anuidade como pessoa jurídica, o que aumenta seus custos fixos logo no começo, e nessa fase, preservar caixa é essencial.
Eu começaria a avaliar a abertura do CNPJ quando estivesse mais próxima de um faturamento recorrente na faixa de R$ 5 mil ou mais, porque aí a estrutura começa a fazer mais sentido financeiramente.
Lembrando que ainda sem CNPJ, você precisa se cadastrar na prefeitura para recolher o ISS, além de recolher o INSS. O IRRF com esse faturamento não terá, porque não ultrapassa R$5k. Além da obrigação de fazer o RPA para seus clientes PJ (para recolher o INSS).
Sobre suas outras dúvidas:
1- Mesmo sem CNPJ, já faz total sentido separar o dinheiro da atividade do seu dinheiro pessoal.
2- A atividade de contabilidade, no Simples Nacional, se enquadra no Anexo III.
3- Sim, você pode integralizar bens como cadeira e monitor no capital social. Basta descrevê-los no contrato social com valor atribuído. É uma prática comum no início.
Espero ter ajudado!