Bom dia, Francisco
Boa pergunta, e é um ponto que gera bastante confusão na prática.
O PIS sobre a folha de pagamento é apurado com base nas informações que já estão no eSocial, mas a declaração e o recolhimento em si passaram a ser centralizados na DCTFWeb. O fluxo funciona assim: os eventos de remuneração enviados ao eSocial alimentam automaticamente a DCTFWeb, que consolida as contribuições sociais devidas, incluindo o PIS/PASEP sobre folha para as entidades obrigadas a esse regime (basicamente entidades sem fins lucrativos e equiparadas que não se enquadram na contribuição sobre faturamento).
Então, na prática, não existe um campo específico onde você "informa" o PIS sobre folha de forma isolada e manual. O que você faz é garantir que os eventos de remuneração no eSocial estejam corretos, e a DCTFWeb vai calcular e demonstrar o valor devido com base nesses dados, cabendo ao contribuinte apenas constituir o débito e gerar o DARF para pagamento dentro da própria DCTFWeb.
O MIT (Módulo de Inclusão de Terceiros) foi uma solução que existia no contexto do SEFIP/GFIP, antes da migração para o eSocial. Com a substituição completa do SEFIP pelo eSocial para a grande maioria dos contribuintes, o MIT perdeu relevância operacional no dia a dia. Se alguém ainda estiver utilizando o MIT para alguma finalidade específica, vale verificar se essa obrigação não foi absorvida pelo eSocial ou pela DCTFWeb, porque pode haver duplicidade ou envio desnecessário.
Quanto ao Makro System especificamente, é um software de gestão utilizado por alguns escritórios, e a integração dele com o eSocial depende da versão e da configuração do próprio sistema. O envio dos eventos ao eSocial via Makro é tecnicamente possível se o sistema estiver homologado e atualizado, mas a experiência varia bastante. Se alguém na turma usa e tiver algum relato prático, seria interessante compartilhar, porque questões de integração de sistemas com o eSocial costumam ter particularidades bem específicas de cada fornecedor.