Prestação de serviço para autônomo

    T
    🌱
    Thamires
    🌱 0 pts

    Professores, tudo bem? Estou iniciando ainda tenho dúvidas.

    Surgiu uma dúvida prática com um possível cliente e gostaria de orientação.

    Uma fisioterapeuta autônoma me procurou para prestar serviço de orientação e acompanhamento do carnê-leão. Ela está iniciando e possui um faturamento médio mensal de aproximadamente R$ 2.500, acredito que crescerá agora que se formalizou.

    Minhas dúvidas são:

    1. Qual a média de honorários que posso cobrar para esse tipo de serviço, considerando o baixo faturamento dela? Da para cobrar por lançamento?

    2. Quais cuidados devo ter na prestação desse serviço?

    3. Com relação ao recolhimento de INSS tem alguma obrigação acessórias específico?

    4. Existe algum modelo de contrato específico para esse tipo de atendimento (carnê-leão/autônomo)?

    5. Qual é o documento fiscal que essa fisioterapeuta tem que emitir para os atendimentos dela é apenas o receita saúde para clientes PF ou ela tem que emitir a nota fiscal de serviço? Se for autônomo PF p/ PJ seria NFS-e e não entrará no carnê leão?

    6. Com um faturamento mensal de R$ 2.500, entendo que a profissional não está obrigada ao carnê-leão nem ao IR no momento. Porém, pelas aulas, vi que é recomendado utilizar o Receita Saúde para comprovação de renda.

      Minha dúvida é: nesse caso, ela deve emitir apenas o Receita Saúde ou também precisa emitir nota fiscal de serviço? Ou essa obrigatoriedade depende das regras do município/estado?

    Agradeço muito se puder me orientar nesses pontos, pois quero estruturar esse atendimento da forma mais correta possível.

    Obrigada!

    1 respostas15 visualizações

    Respostas da Comunidade (1)

    TO
    🌱
    🌱 6 pts

    Olá Thamires, tudo bem?

    Sobre os honorários, para esse perfil de cliente (baixo faturamento), você pode trabalhar com um valor mensal acessível, em média entre R$ 200 a R$ 300, e verificar a média de preço cobrado na sua região. Cobrar por lançamento até é possível, mas no dia a dia acaba sendo menos prático.

    Quanto aos cuidados, o principal é controlar corretamente as receitas pelo regime de caixa, orientar sobre possíveis deduções, garantir a separação das finanças pessoais e profissionais e sempre formalizar o serviço por contrato.

    Em relação ao INSS, ela deve contribuir como contribuinte individual, geralmente com 20% sobre o rendimento (ou 11% no plano simplificado, com limitações), via GPS. Não há obrigações acessórias complexas, mas o recolhimento correto é importante.

    Sobre o documento fiscal, aqui é essencial separar os atendimentos para Pessoa Física que deve emitir pelo Receita Saúde (entra no carnê-leão). Já os atendimentos para Pessoa Jurídica, deve emitir NFS-e conforme o município (esses valores não entram no carnê-leão)

    Por fim, mesmo com faturamento de R$ 2.500, o carnê-leão deve ser apurado mensalmente, ainda que não gere imposto a pagar.

    Espero ter ajudado.

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