Nessa questão, primeiro precisamos calcular o valor contábil líquido atual do ativo. Ele é formado pelo custo de aquisição, diminuído da depreciação acumulada e da perda por redução ao valor recuperável já reconhecida anteriormente:
R$ 105.000,00 – R$ 20.000,00 – R$ 10.000,00 = R$ 75.000,00
Portanto, antes de qualquer novo ajuste em X1, o ativo está registrado contabilmente por R$ 75.000,00. Por isso, a alternativa (A) está incorreta, pois ela considera apenas custo menos depreciação, chegando a R$ 85.000,00, mas ignora a perda por impairment já reconhecida em X0.
Depois, precisamos identificar o valor recuperável. Pela lógica do teste de recuperabilidade, o valor recuperável é o maior valor entre:
o valor justo líquido de despesas de venda: R$ 80.000,00;
e o valor em uso: R$ 90.000,00.
Como o maior é R$ 90.000,00, esse é o valor recuperável do ativo. Por isso, a alternativa (C) está correta, e a alternativa (B) está incorreta.
Agora vem o ponto mais importante: não há nova perda por impairment, porque o valor contábil atual do ativo é R$ 75.000,00, enquanto seu valor recuperável é R$ 90.000,00. Como o ativo pode recuperar mais do que está registrado, não existe perda a reconhecer. Ao contrário, haveria indício de reversão da perda anteriormente reconhecida, observando o limite do valor contábil que o ativo teria se nenhuma perda tivesse sido reconhecida anteriormente.
Assim, a alternativa (D) também está incorreta, pois não há perda estimada de R$ 25.000,00. Esse raciocínio inverteria a lógica do impairment.
Portanto, o ponto central da questão é: valor recuperável é sempre o maior entre valor justo líquido de venda e valor em uso. Nesse caso, o valor recuperável é R$ 90.000,00.
GABARITO: C