A questão trata da necessidade de capital de giro, que representa quanto a empresa precisa financiar para sustentar seu ciclo operacional. Em termos simples: a empresa vende a prazo, mantém estoques e, ao mesmo tempo, recebe algum financiamento natural dos fornecedores e das despesas ainda não pagas.
A lógica é a seguinte: primeiro calculamos os valores que consomem capital de giro, ou seja, contas a receber e estoques. Depois, subtraímos os valores que financiam o capital de giro, ou seja, contas a pagar a fornecedores e demais despesas operacionais a pagar.
Considerando o ano comercial de 365 dias, temos:
Contas a receber: R$ 250.000,00 × 38 / 365 = R$ 26.027,40
Estoques: R$ 110.000,00 × 32 / 365 = R$ 9.643,84
Fornecedores a pagar: R$ 90.000,00 × 34 / 365 = R$ 8.383,56
Demais despesas operacionais a pagar: R$ 30.000,00 × 22 / 365 = R$ 1.808,22
Agora, aplicamos a fórmula: NCG = Contas a Receber + Estoques – Fornecedores – Despesas Operacionais a Pagar
NCG = 26.027,40 + 9.643,84 – 8.383,56 – 1.808,22
NCG = R$ 25.479,46, aproximadamente R$ 25.479,00.
Portanto, a empresa precisa de cerca de R$ 25,5 mil para financiar seu ciclo operacional. A ideia central é perceber que contas a receber e estoques “prendem” recursos, enquanto fornecedores e despesas a pagar “aliviam” essa necessidade, pois funcionam como fontes espontâneas de financiamento.
GABARITO: A