Lançamentos de impostos

    ES
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    Boa tarde!

    Gostaria de saber como posso contabilizar os impostos devolvidos para a matriz. Temos uma empresa com 3 filiais, e como os impostos federais são apurados de forma centralizada na matriz, após o pagamento dos tributos, é realizado o rateio dos valores devidos por cada empresa. Em seguida, as filiais efetuam a devolução do valor correspondente dos impostos pagos para a matriz.

    Dessa forma, como devo fazer a contabilização na matriz referente ao recebimento dos valores das filiais? E como deve ser feita a contabilização nas filiais, tanto dos impostos quanto do pagamento realizado à matriz?

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    Respostas da Comunidade (1)

    TG
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    Olá, Ediane! Tudo bem?

    Para contabilizar essas operações, são um pouco complexas para responder em texto, mas vou tentar explicar para você da melhor maneira possível.

    A devolução de impostos das filiais para a matriz, você pode seguir a lógica de contas-correntes entre matriz e filiais, que funcionam como direitos e obrigações internas da empresa.

    1. Na matriz (recebimento do valor das filiais):

    Quando a matriz recebe o valor devolvido pelas filiais, ela deve registrar esse valor como um aumento do seu caixa ou bancos e, simultaneamente, reduzir a obrigação da filial com a matriz. Ou seja, o recebimento aumenta a disponibilidade da matriz e diminui o saldo da conta-corrente da filial correspondente.

    2. Na filial (pagamento à matriz):

    Na filial, o pagamento do valor à matriz deve ser registrado como uma diminuição do saldo bancário da filial e uma redução da obrigação com a matriz. Em outras palavras, o pagamento diminui o caixa da filial e zera ou reduz o valor que ela devia à matriz referente aos impostos.

    3. Pontos importantes de atenção:

    • Se os impostos forem registrados inicialmente na contabilidade das filiais, ao serem pagos para a matriz, você pode considerar que a filial “transfere” esse imposto pago à matriz, e a matriz passa a ter direito sobre esse valor até que o balanço seja consolidado.

    • O uso das contas-correntes entre matriz e filiais permite controlar facilmente quanto cada filial deve ou tem a receber, sem interferir nos saldos globais da empresa.

    • Ao consolidar os balanços, os saldos das contas-correntes são eliminados, garantindo que o balanço geral reflita apenas os valores efetivos de caixa e de impostos pagos externamente.


    Vamos para os exemplos práticos de como ficariam os lançamentos contábeis:

    1. Registro na matriz (recebimento do valor da filial)

    Quando a matriz recebe os R$ 10.000 da filial:

    • Débito: Bancos (Ativo Circulante) → R$ 10.000

    • Crédito: Contas-Correntes Filial A (Ativo Não Circulante ou Realizável a Longo Prazo) → R$ 10.000


    2. Registro na filial (pagamento à matriz)

    Quando a filial transfere o valor para a matriz:

    • Débito: Impostos a Recolher ou Conta de Tributos Federais (Passivo Circulante) → R$ 10.000

    • Crédito: Bancos (Ativo Circulante) → R$ 10.000


    3. Se a filial ainda não havia registrado o imposto como pago, o lançamento poderia ser feito em duas etapas:

    1. Registro do imposto devido (normalmente feito mensalmente):

      • Débito: Despesa de Impostos

      • Crédito: Impostos a Recolher

    2. Pagamento à matriz:

      • Débito: Impostos a Recolher

      • Crédito: Bancos

    Dessa forma, o fluxo contábil fica completo, e a matriz e filiais têm o controle correto sobre os valores de impostos.

    Espero ter ajudado.

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