Contabilização de empréstimo - PRONAMP (capital de giro)

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    • 1 - CARACTERÍSTICAS DA OPERAÇÃO DE CRÉDITO: NATUREZA: CAPITAL DE GIRO – FGO PRONAMPE VALOR CONTRATADO: R$ 36.500,00 (trinta e seis mil e quinhentos reais) FORMA DE DISPONIBILIZAÇÃO DO CRÉDITO: CONTA CORRENTE - BANCO: 756 - AGÊNCIA: 3008 - CONTA: 909114 FORMA DE PAGAMENTO DO CRÉDITO: DÉBITO AUTOMÁTICO - BANCO: 756 - AGÊNCIA: 3008 CONTA: 909114 PRAZO TOTAL DA OPERAÇÃO: 43 CARÊNCIA: 6 MESES CAPITALIZAÇÃO DE JUROS NA CARÊNCIA: MENSAL E INCORPORADOS NAS PARCELAS DE PAGAMENTO PERIODICIDADE DE PAGAMENTO APÓS CARÊNCIA: MENSAL Nº DE PARCELAS DE PAGAMENTO: 36 DATA DE VENCIMENTO DA PRIMEIRA PARCELA: 11/01/2027

    • 2- ENCARGOS FINANCEIROS: TAXA EFETIVA DE JUROS REMUNERATÓRIOS PRÉFIXADA: 0.4867 % a.m / 6.0000 % a.a TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS PÓS-FIXADA: TAXA SELIC PERCENTUAL DA TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS PÓS-FIXADA:100,00 % JUROS DE MORA: 12,00 % a.a. SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO: SAC DECRESCENTE CET: 0,62 % a.m. / 7,87 % a.a. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES CET: VALOR TOTAL DEVIDO: R$ 37.704,78 VALOR LIBERADO: R$ 36.500,00 (96,80 %) TOTAL DE DESPESAS: R$ 1.204,78 (3,20 %), sendo:- TARIFAS: R$ 0,00 (0,00 %)- IOF + IOF ADICIONAL: R$ 1.204,78 (3,20 %)- SEGURO: R$ 0,00 (0,00 %) , se contratado- DESPESAS: R$ (0,00 %)

    • 3 - SEGURO PRESTAMISTA: CONTRATAÇÃO DE SEGURO PRESTAMISTA? Não.

    Boa tarde o cliente contraiu empréstimo nos moldes acima esse valor entrou na conta bancária , mas como fica a contabilização tanto na entrada desse empréstimo, quanto os valores lançados mensalmente ? como calcular ? e no pagamento também?

    estou com duvida a minha primeira vez lançando empréstimo nessa modalidade

    se puder explicar de forma detalhada o cálculo e os lançamentos?

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    Respostas da Comunidade (2)

    Guilherme Henrique Ferreira
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    Boa tarde, Matheus,

    O PRONAMPE (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) é um empréstimo como qualquer outro para fins contábeis, mas tem algumas particularidades que vale entender antes de partir para os lançamentos.

    Entendendo a operação antes de contabilizar

    O contrato tem as seguintes características relevantes para a contabilização:

    • Valor contratado e recebido: R$ 36.500,00

    • IOF cobrado: R$ 1.204,78 (já descontado do valor liberado, pois o valor total devido é R$ 37.704,78 e o liberado é R$ 36.500,00)

    • Carência de 6 meses com juros capitalizados mensalmente e incorporados nas parcelas

    • Após a carência: 36 parcelas mensais no sistema SAC

    • Taxa de juros: pós-fixada à Taxa Selic (100% da Selic), com CET de 0,62% a.m.

    Um ponto importante: o contrato menciona taxa pré-fixada de 6% a.a. e também taxa pós-fixada de 100% da Selic. Na prática, como o CET está indicado como 0,62% a.m., você vai trabalhar com os valores reais das parcelas conforme o banco os disponibilizar no cronograma. Peça ao banco o cronograma completo de amortização, pois ele vai mostrar cada parcela já calculada com a taxa correta.

    O IOF

    O IOF de R$ 1.204,78 é uma despesa financeira da empresa. Embora o banco já o desconte na liberação, ele precisa ser registrado. Na prática, o banco depositou R$ 36.500,00 na conta, mas o principal da dívida é esse mesmo valor. O IOF foi financiado junto, ou seja, o valor total devido (R$ 37.704,78) já inclui o IOF embutido nas parcelas. Verifique no cronograma se o IOF já está diluído nas parcelas ou se foi cobrado separadamente. Se já estiver nas parcelas, o lançamento do IOF pode ser feito no momento da contratação como despesa antecipada a apropriar, ou diretamente como despesa financeira, dependendo da relevância para a empresa.

    1. Lançamento no recebimento do empréstimo

    Quando o valor cair na conta corrente:

    Débito: Banco Conta Corrente (Ativo Circulante ou Não Circulante) — R$ 36.500,00 Crédito: Empréstimos e Financiamentos (Passivo) — R$ 36.500,00

    A classificação no passivo deve seguir o prazo: a parcela que vence dentro de 12 meses vai para o Passivo Circulante, e o restante para o Passivo Não Circulante. Como a primeira parcela vence em janeiro de 2027 e estamos em 2025, no momento da contratação praticamente todo o saldo ficará no Não Circulante. Você vai fazendo a reclassificação periodicamente (pelo menos a cada encerramento de exercício) conforme as parcelas se aproximam do vencimento de 12 meses.

    2. Durante o período de carência (os 6 meses)

    Nesse período não há pagamento, mas os juros estão correndo e sendo capitalizados. Mensalmente você deve apropriar a despesa financeira com base na taxa contratada aplicada sobre o saldo devedor. Como a taxa é 100% da Selic e você provavelmente não saberá o valor exato antes de o banco informar, use a taxa do período ou trabalhe com o cronograma do banco.

    O raciocínio do lançamento mensal durante a carência é:

    Débito: Despesas Financeiras — Juros (Resultado) Crédito: Empréstimos e Financiamentos (Passivo) — pelo valor dos juros do mês

    Isso porque os juros da carência são incorporados ao saldo devedor (capitalizados), então o saldo da dívida vai crescendo mês a mês durante os 6 meses de carência. Não sai dinheiro do caixa nesse período, mas a dívida aumenta e a despesa deve ser reconhecida.

    Exemplo hipotético: se o saldo é R$ 36.500,00 e a taxa do mês é 0,62% (CET), os juros do mês seriam aproximadamente R$ 226,30. O lançamento seria:

    Débito: Despesas Financeiras R$ 226,30 Crédito: Empréstimos e Financiamentos R$ 226,30

    Ao final dos 6 meses de carência, o saldo devedor terá crescido pelo total dos juros capitalizados, e será sobre esse novo saldo que as 36 parcelas SAC serão calculadas.

    3. Lançamentos mensais após a carência — sistema SAC

    No SAC, a amortização do principal é constante, e os juros vão diminuindo a cada parcela porque incidem sobre um saldo devedor menor.

    Primeiro, você precisa do saldo devedor atualizado após a carência (o banco fornece isso no cronograma). Vamos chamar esse valor de SD. A amortização mensal fixa no SAC será SD dividido por 36.

    Cada parcela tem dois componentes:

    • Amortização do principal: valor fixo (SD / 36)

    • Juros do período: taxa do mês aplicada sobre o saldo devedor daquele mês

    O lançamento no pagamento de cada parcela é:

    Débito: Empréstimos e Financiamentos (Passivo) — pelo valor da amortização do principal Débito: Despesas Financeiras — Juros — pelo valor dos juros da parcela Crédito: Banco Conta Corrente — pelo valor total da parcela paga

    Se você já tiver apropriado os juros do mês antes do pagamento (competência), o lançamento fica um pouco diferente: os juros já estariam registrados como passivo (juros a pagar), e no pagamento você debita esse passivo em vez de ir direto para despesa. Para uma empresa menor, é comum simplificar e lançar tudo no dia do pagamento, mas o correto pela competência é apropriar no mês e quitar no pagamento.

    Resumo do fluxo completo

    Na contratação, entra dinheiro no banco e entra dívida no passivo pelo mesmo valor. Durante a carência, mês a mês você registra a despesa de juros e aumenta o saldo da dívida. Após a carência, a cada pagamento você baixa uma parcela do principal (amortização) e registra os juros do período, com saída efetiva de caixa. O saldo da dívida vai caindo mês a mês até zerar na última parcela.

    O ponto mais importante é: peça o cronograma completo ao banco. Ele já vai trazer o saldo devedor, a amortização e os juros de cada parcela, o que elimina qualquer dúvida de cálculo. Você usará esses valores diretamente nos lançamentos, sem precisar recalcular nada manualmente

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    boa tarde no caso de ser modalidade pré- fixado eu lanço os juros na conta redutora ?

    (-) Encargos financeiros a apropriar (redutora do passivo) pelo regime de competência mensalmente?

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