Boa tarde, Valderi,
O monitoramento do faturamento do MEI é uma das tarefas mais simples da rotina contábil, mas exige atenção porque o limite anual é rígido e o desenquadramento pode acontecer de forma automática caso ele seja ultrapassado.
A forma mais prática de fazer esse controle depende muito de como o cliente MEI recebe seus pagamentos no dia a dia. O ideal é sempre partir das fontes primárias, ou seja, dos próprios comprovantes de recebimento, e não apenas do extrato bancário, porque nem todo recebimento passa pela conta bancária e nem tudo que entra na conta é necessariamente receita da atividade.
Quando o cliente recebe majoritariamente por maquininha e Pix, o mais indicado é solicitar o relatório de vendas da maquininha, que as operadoras disponibilizam no aplicativo ou pelo site, e o extrato de Pix do banco. Esses dois documentos juntos costumam cobrir bem a realidade do faturamento. O extrato bancário completo pode complementar, especialmente para captar recebimentos em dinheiro que foram depositados ou transferências avulsas que representem receita.
Se o cliente trabalha com emissão de nota fiscal de serviço ou produto, as próprias notas emitidas já servem como base do controle, e aí o extrato vira apenas uma conferência adicional.
Na prática, o recomendável é manter um controle mensal simples, somando os recebimentos do mês e acumulando ao longo do ano. Muitos contadores usam uma planilha básica com o faturamento mês a mês e o acumulado anual para visualizar em que ponto o cliente está em relação ao limite, que atualmente é de R$ 81.000,00 por ano para o MEI geral e de R$ 251.600,00 para o MEI Caminhoneiro.
O ponto de atenção mais importante é alertar o cliente quando o faturamento acumulado se aproximar de 80% do limite, porque a partir daí é necessário avaliar se haverá desenquadramento e planejar a transição para o Simples Nacional com antecedência, evitando surpresas.