Olá Isabela
O caso apresentado exige muita cautela. Embora o hospital possua CEBAS e receba recursos públicos, a ideia de transferir a administração financeira para uma associação de voluntários traz riscos contábeis e jurídicos significativos.
Mesmo que o objetivo seja auxiliar na gestão, os recursos e obrigações do hospital não podem ser misturados com os de outra entidade. Isso violaria o princípio da entidade e comprometeria a transparência e a rastreabilidade contábil, especialmente porque o hospital é auditado e deve prestar contas dos recursos públicos recebidos.
Se a associação passar a cobrar, receber e administrar valores em nome do hospital, pode haver desvio de finalidade, risco de responsabilização solidária dos dirigentes e até perda da certificação CEBAS, pois o controle e a execução das atividades devem permanecer sob o CNPJ do hospital.
Além disso, os débitos tributários e trabalhistas existentes não se transferem automaticamente; a responsabilidade continua sendo da administração do hospital. Portanto, antes de qualquer mudança, é fundamental formalizar o modelo por meio de contrato de gestão ou termo de colaboração, definindo claramente as responsabilidades, a prestação de contas e a manutenção da contabilidade centralizada no hospital.
Espero ter ajudado.