Como precificar a partir de 2027 uma empresa de serviços que está no Simples Nacional e presta serviço para PJ? Tem alguma planilha ou aula sobre esse planejamento?

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    Como precificar a partir de 2027 uma empresa de serviços que está no Simples Nacional e presta serviço para PJ? Tem alguma planilha ou aula sobre esse planejamento?

    Serviços de advocacia e contabilidade terá redução?

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    Respostas da Comunidade (2)

    Antônio  Glademyr SILVERIO
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    Esse é um ponto crítico para quem presta serviço B2B e está no Simples a decisão que sua empresa tomar em setembro de 2026 vai definir a tributação (e a competitividade) dela em 2027.

    O cerne da questão

    A partir de 2027, o Simples Nacional passa a ter duas formas de recolher o IBS/CBS:

    1. Modelo unificado (Simples "puro"): IBS e CBS continuam dentro do DAS, nas alíquotas reduzidas do regime. Mais simples operacionalmente, mas o crédito que sua empresa gera para o cliente PJ fica limitado ao percentual reduzido do Simples.

    2. Modelo híbrido: A empresa passa a apurar IBS/CBS fora do DAS, pelo regime regular (débito e crédito), gerando crédito cheio para o cliente PJ. O DAS cai, mas o desembolso total (DAS + guias de IBS/CBS) tende a ser maior, porque as alíquotas do IVA regular são bem superiores às do Simples.

    O ponto prático: hoje uma empresa do Simples que vende serviço para uma empresa do lucro real/presumido gera, na prática, um crédito de PIS/Cofins maior do que o imposto que ela mesma recolheu (a chamada "ficção tributária"). Isso acaba a partir de 2027, o comprador só vai poder creditar o que foi efetivamente pago. Se sua empresa ficar no modelo unificado, seu cliente PJ passa a ter menos crédito comprando de você do que compraria de um concorrente no regime regular (ou no híbrido) o que pode te colocar em desvantagem de preço líquido para esse cliente, mesmo cobrando o mesmo valor.

    Por que isso afeta a precificação

    Para clientes PJ que aproveitam crédito, o "preço" relevante para eles não é só o valor da nota, é o custo líquido depois do crédito. Se você ficar no unificado, pode precisar reduzir o preço para compensar o crédito menor que está entregando ou migrar para o híbrido e repassar/absorver a carga tributária maior.

    É uma conta que depende de: Perfil dos seus clientes (majoritariamente PJ que credita, ou consumidor final/PJ do Simples que não aproveita crédito), estrutura de custos (quanto você consegue creditar como fornecedor no híbrido) e margem atual.

    Prazo: A escolha é feita no Portal do Simples Nacional entre 1º e 30 de setembro de 2026, com efeito para todo o ano de 2027 (Resolução CGSN nº 186/2026), e não há nova janela depois disso.

    Sobre planilha/curso

    Não tenho uma planilha ou aula específica para te indicar diretamente, mas encontrei alguns simuladores gratuitos que fazem exatamente essa comparação (Simples puro x híbrido x lucro presumido) com base no faturamento, setor e perfil de clientes vale rodar os números da própria empresa ou de clientes que você atende como perita:

     https://contaazul.com/materiais-gratuitos/simulador-regime-tributario/

     https://www.e-auditoria.com.br/blog/simulador-de-carga-tributaria-no-simples-nacional/

     https://razonet.com.br/contabilidade-digital/reforma-tributaria-simples-nacional-antes-de-2027

    CM
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    Maravilha Antônio!!

    Agradeço imensamente pelo retorno.

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