Pagar os impostos no mesmo mês, e créditos parcelados conforme fornecedor paga.

    KS
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    Com a reforma tributária: Se a empresa é obrigada a recolher os impostos pelo regime de competência, por que precisa pagar o imposto integral no momento da venda, mesmo quando o cliente compra de forma parcelada?

    Na prática, a empresa só recebe o valor das vendas ao longo dos meses, conforme as parcelas são pagas pelos clientes. Ou seja, a entrada do dinheiro ocorre pelo regime de caixa, enquanto a obrigação tributária é exigida integralmente pelo regime de competência.

    Se o recebimento é parcelado, por que a empresa não pode também recolher os impostos de forma parcelada, acompanhando o efetivo recebimento das parcelas? Essa diferença acaba gerando um desequilíbrio no fluxo de caixa, pois a empresa precisa pagar o imposto antes mesmo de receber todo o valor da venda.

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    Respostas da Comunidade (1)

    RC
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    O regime de competência é o padrão adotado no Brasil. Esse padrão é o estabelecido nas normas contábeis. Vejamos a NBC TG Estrutura Conceitual para Relatório Financeiro:

    Performance financeira refletida pelo regime de competência (accruals) OB17. O regime de competência retrata com propriedade os efeitos de transações e outros eventos e circunstâncias sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação nos períodos em que ditos efeitos são produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em períodos distintos. Isso é importante em função de a informação sobre os recursos econômicos e reivindicações da entidade que reporta a informação, e sobre as mudanças nesses recursos econômicos e reivindicações ao longo de um período, fornecer melhor base de avaliação da performance passada e futura da entidade do que a informação puramente baseada em recebimentos e pagamentos em caixa ao longo desse mesmo período.

    [...]

    Regime de competência 27. A entidade deve elaborar as suas demonstrações contábeis, exceto para a demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência. 28. Quando o regime de competência é utilizado, os itens são reconhecidos como ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas (os elementos das demonstrações contábeis) quando satisfazem as definições e os critérios de reconhecimento para esses elementos contidos na Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório ContábilFinanceiro."

    [...]

    4.50. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base na associação direta entre elas e os correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas (regime de competência), envolve o reconhecimento simultâneo ou combinado das receitas e despesas que resultem diretamente ou conjuntamente das mesmas transações ou outros eventos. Por exemplo, os vários componentes de despesas que integram o custo das mercadorias vendidas devem ser reconhecidos no mesmo momento em que a receita derivada da venda das mercadorias é reconhecida. Contudo, a aplicação do conceito de confrontação, de acordo com esta Estrutura Conceitual, não autoriza o reconhecimento de itens no balanço patrimonial que não satisfaçam à definição de ativos ou passivos.

    A legislação tributária é totalmente dependente dos registros contábeis para a identificação do fato gerador que incide o tributo. Ademais, o próprio Decreto nº 1.598/1977 dispõe que:

            Art 7º - O lucro real será determinado com base na escrituração que o contribuinte deve manter, com observância das leis comerciais e fiscais.

    Significando que a apuração dos tributos seguirá a contabilidade. Essa menção às "leis comerciais e fiscais", dentre outras, apontam para a Lei das SAs, quando:

    Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência.

    Portanto, o regime de competência, exceto quando se está tratando acerca de fluxo de caixa, é aquele que melhor amolda o momento do reconhecimento das receitas perante as ocorrências das despesas a elas pertinentes.

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